Uma briga generalizada envolvendo permissionários do tradicional Mercado dos Peixes do Mucuripe assustou trabalhadores e clientes na tarde da última segunda-feira (4), em Fortaleza. O local, conhecido por atrair turistas e moradores em busca de frutos do mar frescos, foi palco de uma confusão que rapidamente se espalhou entre os boxes.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento de maior tensão. Em um dos trechos, um homem vestido de branco aparece levantando um facão, enquanto outras pessoas tentam contê-lo. A cena gerou pânico entre frequentadores, que se afastaram temendo uma escalada da violência.
Segundo a Polícia Militar do Ceará, equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência classificada como “vias de fato”, termo usado para descrever agressões sem maior gravidade. A situação foi controlada ainda no local, sem registro de feridos.
Confusão começou após abordagem a homem em situação de rua
De acordo com a Associação dos Permissionários do Mercado dos Peixes, o conflito teve início após um episódio envolvendo um homem em situação de rua. Ele estaria, segundo a entidade, abordando clientes de forma insistente, causando desconforto entre trabalhadores e visitantes.
Ainda conforme a associação, os permissionários pediram que o homem deixasse o local. A reação, no entanto, teria sido agressiva. O indivíduo passou a ameaçar trabalhadores com uma garrafa de vidro quebrada, elevando o clima de tensão.
Nesse momento, um dos permissionários utilizou uma faca de trabalho, comum na rotina de corte de peixes, em um movimento descrito como defensivo. Outros trabalhadores intervieram rapidamente, conseguindo conter a situação antes que houvesse feridos.
Polícia controla situação e ninguém registra queixa
Após a intervenção dos próprios permissionários, equipes do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) assumiram a ocorrência. A presença policial ajudou a restabelecer a ordem no espaço, que voltou a funcionar normalmente pouco tempo depois.
Apesar do susto, os envolvidos, dois permissionários, de 24 e 25 anos, optaram por não registrar queixa formal na delegacia. Em nota, a Polícia Militar informou que as partes foram orientadas no local e decidiram não dar prosseguimento à ocorrência.
“Diante dos fatos, as partes foram orientadas, porém não manifestaram interesse em representar”, informou a corporação. A associação que representa os trabalhadores reforçou que, após o episódio, não houve registro de feridos e que as atividades do mercado seguiram normalmente no dia seguinte.
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