Uma mulher de 56 anos foi presa pela 11ª vez na última quarta-feira (29), suspeita de furtar produtos de uma farmácia em Beberibe, no litoral leste do Ceará. O caso chamou a atenção não apenas pela reincidência, mas também pelas circunstâncias em que ocorreu: a suspeita utilizava uma bengala e já era conhecida pelos funcionários do estabelecimento.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher circula pelo local, observa o ambiente e, em seguida, começa a pegar itens das prateleiras. Ela esconde os produtos dentro da própria roupa, tentando sair sem pagar. A ação foi percebida por uma funcionária, que decidiu abordá-la antes que deixasse o estabelecimento.
A Polícia Civil foi acionada e conseguiu prender a suspeita em flagrante ainda nas proximidades da farmácia. Segundo os agentes, denúncias já haviam sido feitas sobre uma mulher com as mesmas características realizando furtos na região, o que facilitou a identificação.
Reincidência e histórico de furtos chamam atenção
De acordo com informações da polícia, essa não é a primeira vez que a mulher comete esse tipo de crime no mesmo local. Em episódios anteriores, ela já havia furtado produtos que somavam cerca de R$ 3 mil em prejuízo para a farmácia.
Os funcionários afirmam que estavam atentos à movimentação da suspeita justamente por já conhecerem seu histórico. A repetição dos furtos no mesmo estabelecimento evidencia um padrão de comportamento que preocupa comerciantes da região.
Além disso, investigações apontam que, em outros casos, a mulher contou com o apoio de uma segunda pessoa: a própria filha, que também possui antecedentes por furto e tentativa de furto. A participação familiar nos crimes levanta questionamentos sobre a dinâmica envolvida e possíveis fatores sociais por trás das ocorrências.
Prisão reacende debate sobre vulnerabilidade e segurança
Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Beberibe, onde foi autuada por furto. O caso reacende discussões sobre reincidência criminal, especialmente em situações que envolvem possíveis vulnerabilidades sociais, como idade avançada e condições de saúde.
Para comerciantes locais, no entanto, a preocupação é imediata: garantir a segurança dos estabelecimentos e evitar prejuízos. Muitos reforçam a vigilância e investem em sistemas de monitoramento para coibir ações semelhantes. Enquanto isso, o caso segue sob investigação. A Polícia Civil deve apurar se há outros registros recentes envolvendo a suspeita na região.
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