A Prefeitura de Fortaleza amplia, a partir desta terça-feira (29), um projeto piloto de transporte gratuito voltado para viagens curtas na periferia da cidade. A iniciativa utiliza triciclos elétricos para deslocamentos de até 2,5 km e passa a atender moradores de bairros como Bonsucesso, Canindezinho, Parque São José, Siqueira, Vila Peri e Conjunto Ceará. O objetivo é facilitar o acesso da população a serviços essenciais, especialmente em áreas com menor oferta de transporte público.
O projeto é coordenado pela Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza, em parceria com a Secretaria Regional 5, e integra a rede de mobilidade Vamos Juntos. A proposta aposta em soluções sustentáveis e acessíveis para melhorar o deslocamento diário de moradores da periferia.
Nesta nova fase, o serviço será ampliado para beneficiar mais pessoas e contará com oito triciclos elétricos, distribuídos em quatro estações móveis.
Tuk-tuk: como funciona o novo transporte?
O modelo prioriza o atendimento de mulheres, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, que enfrentam mais dificuldades em trajetos curtos do dia a dia. O serviço pode ser utilizado para atividades como consultas médicas, retirada de medicamentos, ida à escola ou entrevistas de emprego.
Para acessar o transporte, é necessário realizar cadastro via WhatsApp e solicitar a corrida informando o trajeto. A plataforma avalia se o percurso está dentro do limite permitido de até 2,5 km.
A iniciativa faz parte da segunda etapa do Desafio Mobilidade Cidadã, desenvolvida em parceria com a WRI Brasil, a Toyota Mobility Foundation e a Arvra Inteligência Artificial.
T uk-tuks em Fortaleza: conheça o projeto
Na primeira fase do projeto, realizada entre outubro e novembro de 2025, foram registradas 245 viagens, beneficiando diretamente 72 pessoas em bairros como Granja Portugal, Bom Jardim e Granja Lisboa. Ao todo, cerca de 165 km foram percorridos pelos veículos elétricos.
Além do impacto na mobilidade, o projeto também contribuiu para a redução de emissões de poluentes, evitando aproximadamente 30 kg de dióxido de carbono (CO₂).
“Além de facilitar o acesso a serviços essenciais, esse projeto também representa uma política pública inovadora, que utiliza a tecnologia e parcerias estratégicas para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida nas comunidades. Nosso intuito é ampliar cada vez mais esse tipo de solução para os bairros da periferia”, afirmou Júlio Brasil, da Coordenadoria Especial de Apoio à Governança das Regionais.
Entre os usuários, a avaliação do serviço foi positiva: 97% relataram maior sensação de segurança e conforto, enquanto 96% apontaram melhora na qualidade de vida.
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