A devoção a Nossa Senhora de Fátima, cujo dia se celebra nesta quarta-feira, 13 de maio, é atribuída a milagres diversos na fé popular. Esse é também o caso da autônoma Cléa Roza, que diz ter intimidade com a santa desde a infância.
Intimidade com o divino
Morando há mais de 40 anos em Fortaleza, ela relembra um episódio ocorrido em 1996 que marcou sua relação de fé com a santa. Natural de Porto Alegre, Cléa se mudou para a capital cearense com familiares. Segundo ela, que falou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, a ligação com Nossa Senhora começou ainda na infância, período em que estudou no Colégio Nossa Senhora de Lourdes e fez a primeira comunhão.
“Desde criança que eu sempre tive um apego muito grande a Nossa Senhora. Uma intimidade de conversar, de rezar, estudei. E fiz minha primeira comunhão no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Porto Alegre. Eu brinco, né, eu digo que eu sempre tive e tenho um chamego com Nossa Senhora, o chamego que eu digo é a intimidade, a intimidade de conversar com ela, como eu tô conversando contigo, né, de dizer o que realmente eu sinto”, afirmou Cléa Roza.
Mesmo em períodos em que esteve distante da Igreja Católica, ela conta que mantinha o hábito de conversar e rezar diante da imagem de Nossa Senhora.
Cléa fala sobre milagre a partir da intercessão de Nossa Senhora de Fátima
A história ganhou um novo significado em 29 de junho de 1996. Na época, mãe de duas crianças, Cléa foi vítima de um assalto e acabou esfaqueada. Ferida, precisou ser socorrida às pressas até o Instituto Doutor José Frota.

Ela relata que foi ajudada por moradores da região logo após o crime.
“Eu fui socorrida por vizinhos. Foi um casal de irmãos que me socorreu e me levou para o hospital. Os primeiros anjos foram as duas pessoas que me socorreram. O terceiro anjo, até hoje eu não sei se era médico ou se era enfermeiro. Mas ele ouviu a minha conversa e me conduziu para a sala de primeiros socorros, onde foi detectado que havia, sim, a perfuração atingindo o meu intestino e que eu necessitava fazer uma cirurgia”, contou.
Enquanto era levada para o centro cirúrgico, Cléa diz ter recebido uma orientação de um maqueiro no hospital. Segundo ela, foi naquele momento que voltou sua atenção para a fé em Nossa Senhora de Fátima.
“Eu conversando com o maqueiro no trajeto até a sala de cirurgia, eu disse que estava só, sem ninguém da família, e ele disse: pois então se apegue com Nossa Senhora. Pelo desespero, até este momento, eu não tinha recorrido a ela. Eu pedi: mãe, a senhora que também é mãe de nosso Deus, que passou por tanta dor, não permita, mãe, que eu vá embora e deixe meus filhos”, relatou.
Recuperação após o milagre: a vida continua e a fé em Nossa Senhora também
A cirurgia foi realizada e, após a recuperação, Cléa retornou ao convívio com a família. Quase 30 anos depois do episódio, ela afirma acreditar que recebeu uma graça por ter sobrevivido ao ataque. “Eu creio que ela intercedeu, porque vai fazer 30 anos que isso aconteceu e eu tô aqui conversando contigo hoje. E a partir daí o apego foi maior, a partir daí surgiram muitas graças”, disse.
Ao falar sobre a devoção a Nossa Senhora, Cléa também deixou uma mensagem aos fiéis. Ela pede que não percam a oportunidade de "segurar na mão de Nossa Senhora, que é mãe, mãe de Jesus, que se fez carne, que desceu e habitou entre nós".
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