Uma proposta protocolada na Câmara dos Deputados chamou atenção ao sugerir um salário mínimo de R$ 100 mil mensais no Brasil. O projeto foi apresentado pelo deputado federal Mauricio Marcon, na última terça-feira (5), e rapidamente repercutiu nas redes sociais e no meio político. Apesar do impacto do valor proposto, a iniciativa não tem intenção prática de avançar no Congresso. Segundo o parlamentar, o texto foi criado como forma de protesto durante as discussões sobre mudanças na jornada de trabalho no país.
Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que a proposta seria uma crítica ao debate envolvendo o fim da escala 6x1. Para ele, reduzir a jornada sem redução salarial seria uma promessa inviável economicamente.
Na justificativa apresentada junto ao projeto, o parlamentar também criticou o andamento das discussões no Congresso Nacional.
Projeto do salário mínimo de R$ 100 mil surgiu em meio ao debate da escala 6x1
O projeto do salário mínimo de R$ 100 mil foi apresentado em meio ao avanço das discussões sobre o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou nesta quinta-feira (7) que pretende votar propostas relacionadas ao tema ainda neste mês.
Segundo ele, há uma decisão política para avançar com o debate sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil.
Governo defende redução da jornada de trabalho
Enquanto o projeto do salário mínimo de R$ 100 mil repercute nas redes sociais, o governo federal segue defendendo alterações na carga horária semanal.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou que o governo apoia a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
Além disso, a proposta prevê dois dias de folga por semana para os trabalhadores.
Projeto do salário mínimo de R$ 100 mil não deve avançar
Apesar da repercussão, o projeto do salário mínimo de R$ 100 mil é visto como uma manifestação política e não como uma proposta viável de implementação.
O próprio autor reconheceu publicamente o caráter simbólico da iniciativa. A discussão principal no Congresso continua concentrada nas mudanças da escala 6x1 e nas possíveis alterações nas regras trabalhistas.
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