O governo federal anunciou nesta quinta-feira (7) a isenção de visto para viagens de curta duração entre Brasil e China. A medida foi divulgada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, ao lado do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante o 10º Salão do Turismo, em Fortaleza.
Alckmin fala sobre novidade no turismo internacional
A nova regra passa a valer em 11 de maio de 2026 e seguirá até o fim do ano, permitindo que brasileiros e chineses façam viagens de até 30 dias sem necessidade de visto. A isenção contempla deslocamentos para turismo, negócios, participação em eventos, atividades culturais e esportivas, além de visitas familiares.
Durante o evento realizado na capital cearense, Geraldo Alckmin afirmou que a flexibilização deve ampliar significativamente a entrada de turistas chineses no Brasil. Segundo ele, o fluxo de visitantes vindos da China já apresentou crescimento mesmo antes da retirada da exigência.
O presidente em exercício destacou que o número de turistas chineses no Brasil aumentou 35% no último ano, apesar da necessidade de visto ainda vigente até então. Ele também citou o exemplo da Turquia, país que adotou medida semelhante e registrou crescimento ainda maior no turismo vindo da China. Para Alckmin, o potencial do mercado chinês é estratégico para o Brasil por se tratar de um país com mais de 1,3 bilhão de habitantes e principal parceiro comercial brasileiro.
"Sobre o visto, já cresceu [o turismo] da China, no ano passado, 35%. Exigindo o visto. Imagine agora sem visto. Olha o exemplo da Turquia. A Turquia, que já teve a reciprocidade, não precisa ter visto chinês e aumentou mais de 200%. Nós aumentamos, estamos falando de um país com 1,3 bilhão de pessoas. E é o maior parceiro comercial do Brasil. Acho que vai ser uma avenida importante", Geraldo Alckmin, vice-presidente
Visto liberado entre Brasil e China sucede decisão do governo chinês em 2025
A decisão ocorre após o governo chinês passar a conceder, desde maio de 2025, isenção de visto para brasileiros em viagens curtas ao país asiático. O governo brasileiro considera a medida uma forma de fortalecer as relações diplomáticas, comerciais e turísticas entre os dois países.
Dados do Ministério do Turismo apontam que o Brasil recebeu 26.401 turistas chineses entre janeiro e março de 2026, número 30,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em 2025, mais de 103 mil visitantes chineses estiveram no país, crescimento de 35% em comparação com 2024.
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Segundo o ministério, a expectativa é de que a nova política contribua para ampliar a movimentação econômica do setor turístico, estimular novas rotas aéreas internacionais e fortalecer investimentos ligados ao turismo receptivo.
Empresas cadastradas para receber turistas da China
O governo federal também tem investido na preparação da cadeia turística para atender o público chinês. Uma das iniciativas é o programa Approved Destination Status (ADS), responsável por credenciar agências brasileiras habilitadas para receber grupos de turistas da China. Atualmente, 325 empresas cadastradas no Cadastur estão autorizadas a operar esse tipo de serviço.
A medida é vista pelo governo como parte da estratégia para ampliar a presença do Brasil no mercado internacional de turismo, especialmente em um cenário de crescimento recorde do setor. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 9,2 milhões de visitantes estrangeiros, maior número já registrado.
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