Governo quer ampliar Desenrola Brasil para quem paga as contas em dia

Nova proposta estudada pelo governo federal pode ampliar programa para brasileiros adimplentes que sofrem com juros altos e crédito caro

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Governo quer ampliar Desenrola Brasil para quem paga as contas em dia
Foto: GCMais

O governo federal estuda ampliar o Desenrola Brasil 2.0 para incluir pessoas que estão com o nome limpo e conseguem manter as contas em dia, mas enfrentam dificuldades financeiras por causa dos juros altos e do custo do crédito no país.

A proposta representa uma mudança importante no perfil do programa, que inicialmente foi criado para atender principalmente consumidores negativados. Agora, a ideia é alcançar também trabalhadores e famílias que não possuem restrições no CPF, mas convivem com dívidas caras e orçamento apertado.

A informação foi divulgada pela Agência Brasil nesta quarta-feira (6) e já provoca expectativa entre consumidores que hoje não conseguem acesso facilitado a renegociações por não estarem inadimplentes oficialmente.

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Governo quer ampliar alcance do Desenrola Brasil

Segundo integrantes do governo, o objetivo da nova etapa do programa é atingir brasileiros que permanecem fora das estatísticas de inadimplência, mas que sofrem impacto direto dos juros elevados.

Na prática, muitas dessas pessoas:

  • pagam o mínimo do cartão de crédito;
  • utilizam cheque especial;
  • mantêm empréstimos com juros altos;
  • comprometem grande parte da renda mensal com dívidas.

Mesmo sem nome negativado, esse público enfrenta dificuldades financeiras constantes.

A avaliação dentro do governo é que o Desenrola 2.0 pode funcionar como uma ferramenta de reorganização financeira mais ampla, permitindo troca de dívidas caras por modalidades mais acessíveis.

Desenrola 2.0: programa pode beneficiar milhões de brasileiros

A ampliação do programa pode atingir uma parcela significativa da população brasileira.

Nos últimos anos, o aumento do custo de vida, das taxas de juros e do endividamento afetou consumidores de diferentes faixas de renda.

Muitas famílias conseguem evitar a inadimplência formal, mas acabam reduzindo consumo, atrasando outros compromissos ou recorrendo ao crédito rotativo para manter o orçamento equilibrado.

Com a nova proposta, o governo pretende oferecer alternativas para reduzir esse impacto financeiro.

Trabalhadores informais também devem entrar na nova fase

Além dos consumidores adimplentes, o governo federal também estuda incluir trabalhadores informais na nova etapa do programa.

Entre os grupos que podem ser beneficiados estão:

  • motoristas de aplicativo;
  • entregadores;
  • autônomos;
  • ambulantes;
  • microempreendedores individuais (MEIs).

A proposta prevê a criação de critérios alternativos para análise financeira, considerando movimentação bancária e histórico de pagamentos, e não apenas vínculo formal de emprego.

Lula defende ampliação do acesso ao crédito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido a ampliação do acesso ao crédito e medidas para reduzir o impacto do endividamento das famílias brasileiras.

Segundo Lula, o objetivo do governo é permitir que trabalhadores possam reorganizar a vida financeira sem cair em situações de superendividamento.

Integrantes da equipe econômica também avaliam que a medida pode estimular o consumo e movimentar a economia nos próximos meses.

Regras ainda não foram anunciadas

Apesar da sinalização do governo, as regras oficiais do novo modelo do Desenrola 2.0 ainda não foram divulgadas.

Ainda não há definição sobre:

  • quando a nova fase começa;
  • quais bancos participarão;
  • critérios de renda;
  • tipos de dívida incluídos;
  • funcionamento da adesão;
  • limite para renegociação.

O governo deve apresentar novos detalhes nas próximas semanas.

Nova proposta amplia perfil do programa

A inclusão de consumidores com nome limpo marca uma mudança importante na lógica do Desenrola.

Especialistas avaliam que o programa deixa de focar exclusivamente na inadimplência e passa a mirar também o alto custo do crédito no Brasil.

A expectativa é que o novo formato tenha alcance maior e dialogue com milhões de brasileiros que hoje conseguem pagar as contas, mas convivem com juros elevados e dificuldade para reorganizar as finanças.

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