Um dos voos mais marcantes da volta ao mundo em andamento ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (22). Após decolar de Chicago, o piloto cearense Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, realizou um trajeto de aproximadamente sete horas até o Canadá, com direito a uma passagem aérea por Nova York considerada por ele como um dos pontos altos da viagem.
Durante o percurso, o piloto optou por não pousar na cidade norte-americana, mas aproveitou para realizar voos pelos chamados corredores visuais, que permitem a passagem de aeronaves por áreas específicas com vistas privilegiadas.
A rota incluiu o sobrevoo do Rio Hudson e do East River, além da travessia sobre o Central Park, um dos cartões-postais mais conhecidos da cidade.
Segundo o piloto, a experiência visual foi um dos momentos mais impressionantes até agora na jornada aérea.
Volta ao mundo avança com chegada ao Canadá
Após a passagem por Nova York, o trajeto seguiu em direção ao norte do continente, com destino a Montreal. O pouso ocorreu no Aeroporto Internacional de Montreal, já após horas contínuas de voo.
No entanto, ao chegar ao local, o piloto se deparou com limitações operacionais. O aeroporto não disponibilizava combustível do tipo AVGAS, utilizado pela aeronave, além de apresentar custos considerados elevados. Diante da situação, foi necessário ajustar o planejamento.
Para viabilizar a continuidade da viagem, o piloto optou por seguir para o Montreal Metropolitan Airport, um aeródromo próximo que oferece melhores condições operacionais para a aeronave. No novo local, além da disponibilidade de combustível adequado, os custos eram significativamente menores — cerca de um quinto do valor encontrado no primeiro aeroporto.
Outro fator decisivo foi a presença de uma equipe de manutenção, que pode realizar ajustes necessários ainda durante a estadia no Canadá. Com a logística reorganizada, a expectativa é de que o piloto retome o voo já nesta quinta-feira (23), seguindo rumo a Goose Bay, uma das regiões mais ao norte do país.
A nova etapa marca o início de um trecho mais desafiador da expedição, com temperaturas mais baixas e condições climáticas mais rigorosas.
Expedição segue após definição de marcos estratégicos
O avanço pela América do Norte ocorre após a recente definição de Oshkosh como ponto estratégico da volta ao mundo. O local, sede da EAA AirVenture Oshkosh, foi escolhido como marco para o retorno do piloto nos próximos meses.
Desde o início da jornada, em março, o projeto Frotas pelo Mundo já percorreu o Brasil, passou pela Amazônia, avançou pelo Caribe e seguiu pelos Estados Unidos, acumulando experiências e desafios técnicos.
Agora, com a chegada ao Canadá, a expedição entra em uma fase mais exigente, tanto do ponto de vista operacional quanto climático, mantendo o ritmo de uma viagem que combina planejamento, adaptação e exploração aérea ao redor do mundo.
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