Networking não é simpatia, é estratégia profissional em ambientes competitivos

Eventos corporativos deixam de ser apenas encontros sociais e se consolidam como oportunidades reais de crescimento profissional

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Networking não é simpatia, é estratégia profissional em ambientes competitivos
Foto: GCMais

Ao longo de 2026, as empresas devem intensificar a realização de encontros presenciais como confraternizações, eventos de relacionamento, cursos internos, seminários e experiências voltadas ao networking. Em um cenário de trabalho cada vez mais híbrido, esses momentos passam a cumprir um papel estratégico: criar conexões humanas que dificilmente se constroem apenas por telas, reuniões formais ou trocas operacionais.

O que muitos profissionais ainda não percebem é que esses encontros deixaram de ser apenas espaços de socialização para se tornarem ambientes férteis para visibilidade, posicionamento e construção de reputação. Quando o contexto é menos rígido, as hierarquias se suavizam, as conversas fluem com mais autenticidade e surgem oportunidades que não aparecem no dia a dia da rotina corporativa.

“Eventos corporativos criam um ambiente que simplesmente não se repete na rotina formal. As pessoas estão mais abertas, circulam entre áreas diferentes e se permitem conversas genuínas. Quem entende essa dinâmica consegue construir relações relevantes de forma natural e estratégica”, explica Vivi Brafmann, especialista em networking estratégico e desenvolvimento de lideranças.

Segundo ela, um networking eficiente começa antes mesmo do evento acontecer. Saber qual é o propósito do encontro, entender quem estará presente e conhecer minimamente os projetos ou áreas de atuação dos participantes torna as interações mais consistentes. “Pesquisar não é ser calculista, é ser estratégico. Quando você demonstra interesse real pelo trabalho do outro, a conversa flui com muito mais profundidade”, pontua.

Chegar a esses eventos com uma intenção clara também faz diferença, seja ampliar o círculo profissional, se aproximar de outras áreas ou fortalecer relações já existentes. O cuidado está em não transformar isso em uma agenda rígida. “O equilíbrio está em ter clareza sem perder leveza. Conversas começam melhor por temas humanos e cotidianos antes de evoluírem para assuntos profissionais”, orienta.

Durante os encontros, adotar uma postura acolhedora transforma completamente a percepção sobre o profissional. Incluir pessoas que estão sozinhas, apresentar colegas de áreas diferentes e facilitar conexões constrói uma reputação sólida baseada em inteligência relacional. “Quem age como anfitrião demonstra segurança, maturidade social e capacidade de liderança, qualidades observadas mesmo fora de cargos formais”, explica Vivi.

A escuta ativa também se torna um diferencial cada vez mais valorizado. Demonstrar interesse genuíno pelos desafios, ideias e projetos do outro cria conexões reais. “Quando alguém se sente ouvido de verdade, o vínculo se estabelece naturalmente, sem esforço e sem discursos prontos”, destaca.

Mesmo em ambientes informais, o profissionalismo continua sendo essencial. Moderação no consumo de bebidas, cuidado com temas sensíveis e respeito ao contexto são atitudes que reforçam maturidade emocional. “A informalidade não é ausência de critério. É saber se adaptar ao ambiente sem comprometer sua imagem”, reforça a especialista.

O pós-evento é outro ponto decisivo. Retomar o contato em poucos dias, com uma mensagem personalizada que faça referência à conversa, transforma um encontro pontual em relacionamento profissional. “Networking não termina quando o evento acaba, mas é no acompanhamento que ele ganha força”, ensina Vivi.

A especialista também ressalta que networking efetivo está diretamente ligado à generosidade. Conectar pessoas, indicar profissionais e cumprir rapidamente o que foi prometido fortalece vínculos de confiança. “Networking é servir com sabedoria. Sempre que posso, conecto pessoas, indico serviços e faço pontes reais. Relações fortes se constroem assim”, exemplifica.

Para Vivi Brafmann, o maior erro é subestimar esses momentos. “Relacionamentos de valor não nascem apenas em reuniões formais. Eles se constroem na troca, na presença e na circulação. Eventos corporativos oferecem exatamente esse cenário e quem entende isso sai sempre alguns passos à frente”, finaliza.

Sobre Vivi Brafmann (@vivibrafmann) Especialista em networking estratégico e desenvolvimento de lideranças, Vivi Brafmann atua na construção de relacionamentos profissionais autênticos e estratégicos que impulsionam carreiras de forma sustentável.

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