Pipeline de talentos: quando apostar em estagiários ou profissionais experientes

Especialista cita quais são os sinais de que a empresa está precisando renovar o seu quadro de jovens profissionais ou de talentos experientes

Compartilhe
Pipeline de talentos: quando apostar em estagiários ou profissionais experientes
Foto: GCMais

No Brasil, o mercado de trabalho está com índice de desemprego em 5,8%, conforme o IBGE. Para as empresas, o momento traz desafios maiores para atração de novos talentos. Gestores e RHs de setores que vão do agronegócio ao da tecnologia passam a expor com frequência a dificuldade de contratação de mão de obra. Neste contexto, um dos dilemas enfrentados pelo RH é avaliar: quando é hora de abrir um programa de estágio e quando é o momento de investir em profissionais efetivos?

Para Ana Eliza Silva, especialista em RH da Companhia de Estágios, líder em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes a resposta não está em uma escolha excludente, mas no equilíbrio do pipeline de talentos e na clareza sobre o ritmo de entrega que o negócio exige.

“É importante entender a fundo quais os desafios que a empresa está enfrentando no momento e o ritmo que é necessário colocar para resolvê-los”, diz a especialista. “Se ela está com escassez de profissionais mais experientes, prontos para entregas diárias e aptos a auxiliar no desenvolvimento dos demais, a empresa tem desafios urgentes a serem solucionados. A recomendação é agir rápido e colocar a engrenagem para rodar. Neste caso, é preciso contratar profissionais capazes de sustentar o peso do negócio.”

Por outro lado, há sintomas claros quando a organização carece de talentos mais jovens, ainda em formação. Um exemplo é quando o RH observa que está com o seu efetivo mais travado, com poucas opções para mobilização interna, e os profissionais experientes estão acumulando tarefas simples e operacionais. Como resultado, cria-se um ambiente com energia mais baixa e poucas apostas em ideias novas e projetos inovadores.

Quando contratar estagiários

“As empresas contratam estagiários porque desejam preparar uma nova geração de colaboradores e apostam que alguns deles irão assumir cadeiras de liderança. Eles são o legado, as pessoas que vão aprender a cultura organizacional e carregá-la no DNA", afirma  Ana Eliza.

A contratação de estagiários, por sua vez, irá exigir mais planejamento e paciência do empregador, uma vez que são profissionais que exigem uma curva de aprendizado de pelo menos seis meses para começar a entregar resultados de maneira mais consistente.

“São profissionais em formação, portanto, a empresa assume o compromisso de investir em capacitação e desenvolvimento, e investe também o tempo da sua liderança para uma supervisão mais próxima. De modo geral, é interessante que as empresas possuam pelo menos um estagiário por área, a depender da quantidade de pessoas daquele setor. Se a empresa possui 10 colaboradores ou mais, o ideal seria ter dois estagiários ou mais”, explica Ana Eliza.

Outras vantagens relativas à inclusão de estagiários estão ligadas ao fato de que estes estudantes estão mais suscetíveis a trazer conhecimentos ligados à inovação, tecnologia e inteligência artificial. “É uma geração que está dentro do ‘momento’. Os jovens são nativos digitais e estão naturalmente mais ligados às tendências de comportamento, consumo e cultura”, complementa a especialista.

Quando reforçar a equipe efetiva

Se o estagiário é o futuro, o profissional efetivo (CLT) é a coluna dorsal que coloca a empresa em pé imediatamente, realizando as entregas importantes e traçando estratégias. A busca por talentos experientes vai se tornando mais acirrada quanto maior for a urgência da empresa para desenvolver alguma área ou aumentar o seu ritmo de entregas.

Para preencher estes tipos de lacunas, são necessários profissionais que já passaram pela curva de maturação intelectual e emocional. “A escassez de profissionais mais sêniores pode ser notada quando tarefas ou projetos importantes permanecerem pendentes ou  processos mal estruturados”, diz Ana Eliza.

Dependendo do nível de escassez, o cenário pode levar a diversos problemas difíceis de contornar como o aumento do turnover por esgotamento das lideranças, a queda na produtividade estratégica, falhas graves na execução de projetos complexos e a perda de competitividade por falta de braço técnico qualificado.

O equilíbrio no quadro de colaboradores é sempre estratégico: o estagiário deve ser contratado para permitir que o sênior deixe de ser operacional e passe a ser tático. Ao mesmo tempo,  qualificar a própria mão de obra desde a base faz com que a empresa não se torne vulnerável a um mercado externo cada vez mais caro.

"A diversidade geracional é positiva em muitos aspectos. Entre eles, gosto de lembrar que ela garante que o know-how da empresa não fique retido na cabeça do gestor sênior. O estagiário oxigena a cultura, enquanto o efetivo dá o suporte emocional e técnico para que essa inovação não se perca em processos mal estruturados", comenta a especialista.

 

SOBRE A COMPANHIA DE ESTÁGIOS

A Companhia de Estágios é a consultoria mais bem avaliada do segmento. Oferece soluções em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes e  realiza a emissão e administração de contratos de estágio, atuando como agente de integração. Além disso, oferece o programa Jovem Aprendiz, cuidando da formação dos jovens e até da folha de pagamento e benefícios para as maiores organizações do país. Com o propósito de fomentar a entrada de estudantes no mercado e guiar cada vez mais talentos e empresas para o amanhã, tem mais de 2 milhões de candidatos cadastrados em sua base. A empresa usa inteligência artificial, gamificação e processos no metaverso para proporcionar a melhor experiência aos candidatos das mais de 4 mil vagas que gerencia anualmente. É responsável pela construção de programas de atração de talentos para mais de 1000 clientes, no Brasil e América Latina, entre eles, Boeing, Volvo, Pirelli, Clariant, Nissan, Bunge, e Alcoa. Atualmente, a Companhia de Estágios é a consultoria de recrutamento e seleção melhor avaliada pelos candidatos no Google e Facebook (4,9/5) e possui certificação do GPTW de 2020 a 2025.  Em 2021, 2022 e 2024 recebeu o prêmio Fornecedor de Confiança (Melhor RH). Em 2024, foi destaque no prêmio The Best Brands, da Melhor RH, na categoria Recrutamento e Seleção. Foi Top 5 no Top of Mind de RH em 2024 e 2025. Mais informações em www.ciadeestagios.com.br

Mais lidas da coluna
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
Márcia Catunda
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
23 de abr. de 2026 - 14:52
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
Márcia Catunda
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
20 de abr. de 2026 - 22:21
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
Márcia Catunda
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
27 de abr. de 2026 - 06:44
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
Márcia Catunda
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
21 de abr. de 2026 - 07:49
RB Consult RH abre mais de 40 vagas de emprego no setor automotivo e de combustíveis no Ceará e mais 5 estados.
Márcia Catunda
RB Consult RH abre mais de 40 vagas de emprego no setor automotivo e de combustíveis no Ceará e mais 5 estados.
23 de abr. de 2026 - 15:02