Especialista dá dicas de como escolher a melhor opção de empréstimo consignado para os colaboradores

Os prazos do empréstimo consignado variam de 12 a 48 meses, o que permite que o colaborador ajuste o valor das parcelas conforme sua realidade financeira

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Especialista dá dicas de como escolher a melhor opção de empréstimo consignado para os colaboradores
Foto: GCMais

O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito que tem se tornado cada vez mais popular entre os colaboradores de diversas empresas. Com taxas de juros reduzidas e prazos mais flexíveis, ele oferece uma alternativa vantajosa em comparação com outras opções de crédito no mercado. Contudo, para garantir que os colaboradores realmente se beneficiem dessa ferramenta, é importante que as empresas ofereçam condições transparentes e orientações claras. De acordo com Pedro Junior, CEO da CUIDARH e especialista em benefícios corporativos, “o empréstimo consignado pode ser uma excelente solução para colaboradores que precisam de crédito com menores custos, especialmente em tempos de dificuldades financeiras. No entanto, a chave para que essa ferramenta seja eficaz está no planejamento e na escolha da melhor opção, levando em consideração as taxas, prazos e a educação financeira dos colaboradores.” Uma das grandes vantagens do empréstimo consignado é que as taxas de juros são consideravelmente mais baixas quando comparadas a outras modalidades de crédito, como o crédito pessoal ou o crédito rotativo do cartão. Em média, as taxas ficam entre 1,49% e 3,99% ao mês, e podem chegar a 5% a 7,5% para colaboradores com restrições no CPF. Isso ocorre devido ao desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, o que reduz o risco para as instituições financeiras e beneficia o colaborador. Pedro Junior ressalta que “essa diferença de taxas pode ser decisiva para que os colaboradores consigam obter crédito com juros mais baixos, principalmente aqueles que enfrentam dificuldades financeiras e que, de outra forma, não teriam acesso a outras modalidades de crédito.” Os prazos do empréstimo consignado variam de 12 a 48 meses, o que permite que o colaborador ajuste o valor das parcelas conforme sua realidade financeira. Embora prazos mais longos possam resultar em parcelas mensais menores, também aumentam o custo total do crédito. Por isso, é essencial que o colaborador tenha uma boa noção de sua capacidade de pagamento antes de decidir sobre o prazo. “Recomendamos que as empresas ofereçam orientação financeira para que seus colaboradores possam entender melhor os custos do crédito e tomar decisões mais conscientes sobre o prazo de pagamento”, afirma Pedro Junior. O equilíbrio entre o custo e o tempo total do empréstimo é crucial para evitar o prolongamento desnecessário da dívida. Uma das características mais importantes do crédito consignado é que ele pode ser acessado por colaboradores com restrições no CPF, o que o torna uma alternativa viável até para aqueles que já estão endividados. O limite máximo de desconto permitido é de 40% do salário líquido, mas é recomendado que as empresas adotem o limite de 35%, para garantir que o colaborador tenha fôlego financeiro. O crédito consignado também oferece a possibilidade de renegociar dívidas, realizar a portabilidade entre instituições financeiras, refinanciar ou até mesmo contratar crédito novo. Pedro Junior explica que “quando bem trabalhado, o consignado pode ser uma poderosa ferramenta para ajudar colaboradores endividados a reorganizarem suas finanças, oferecendo uma taxa de juros mais baixa para a quitação de obrigações anteriores.” Transparência A transparência é um fator essencial para que o processo de contratação do crédito consignado seja seguro tanto para as empresas quanto para os colaboradores. As instituições financeiras devem fornecer informações claras sobre as taxas, o Custo Efetivo Total (CET), o IOF e outras tarifas que possam impactar o custo da operação. Além disso, é fundamental que todas as condições contratuais sejam apresentadas antes da assinatura, garantindo que o colaborador tenha total ciência dos termos acordados. “É imprescindível que as empresas e as instituições financeiras cumpram as normas de proteção de dados, como a LGPD, e que ofereçam informações claras para que os colaboradores não se sintam pressionados ou mal informados ao contratar o crédito”, afirma Pedro Junior. Além disso, caso o colaborador seja desligado da empresa, as instituições financeiras oferecem alternativas de renegociação ou carência para ajustar a dívida, caso não tenha sido quitada com a rescisão contratual.

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