Como reajustar suas metas no meio do ano sem frustrações, segundo psicóloga

Com a chegada do segundo semestre, especialista em saúde mental alerta para a importância de refletir sobre as metas traçadas no início do ano e propõe um novo olhar, mais realista e menos exaustivo

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Como reajustar suas metas no meio do ano sem frustrações, segundo psicóloga
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O meio do ano é, culturalmente, um ponto de parada que convida à reflexão. Assim como o Réveillon marca o encerramento de ciclos, junho e julho oferecem uma oportunidade simbólica para revisar objetivos e reavaliar caminhos. Para a psicóloga Bárbara Santos, da Holiste Psiquiatria, esse momento pode ser valioso para quem deseja realinhar metas de forma mais leve, evitando frustrações e o esgotamento emocional comum neste período.

Segundo a psicóloga, muitas pessoas chegam ao meio do ano com uma sensação de cansaço, irritação, estresse e até desânimo, sinais claros de que algo precisa ser ajustado. “É comum ouvir ‘estou precisando de férias’ ou sentir que nada está andando como deveria. Mas, na maioria das vezes, o que existe é um acúmulo de metas inalcançáveis, expectativas desalinhadas e comparações com padrões irreais, especialmente nas redes sociais”, explica Bárbara.

De acordo com Bárbara, o problema não está em sonhar alto, mas sim em transformar esses sonhos em objetivos viáveis, coerentes com a rotina e com os recursos de cada pessoa. “Não adianta dizer que quer uma vida mais saudável se não se pensa na sustentabilidade dessa mudança. Para quem é sedentário, por exemplo, começar com cinco treinos por semana pode ser inviável e desmotivador”, orienta.

Além disso, a psicóloga destaca a importância de se desconectar de metas colocadas no início do ano, mas que já não fazem mais sentido. “A vida muda, imprevistos acontecem, e muitas frustrações vêm da tentativa de controlar o incontrolável. Por isso, é necessário revisar os planos com carinho, reconhecendo o que foi feito até aqui e ajustando o que ainda pode ser realizado, sem culpa.”

Outro ponto levantado pela profissional é a influência das comparações sociais na formação de metas. “Vivemos expostos em uma vitrine de conquistas alheias, e isso distorce o que realmente nos move. Não faz sentido perseguir o corpo de uma influenciadora se a rotina dela não cabe na sua realidade. A conexão com o próprio propósito precisa vir antes de qualquer planejamento”.

Como recomendação prática, Bárbara sugere reservar um tempo para olhar para dentro, seja por meio de uma pausa, de um acompanhamento terapêutico ou de simples momentos de introspecção. “Estar conectado consigo mesmo ajuda a estabelecer metas mais justas, sustentáveis e alinhadas ao que realmente importa. E quando chegar o final do ano, esse balanço será mais leve, com menos frustrações e mais motivos para comemorar”.

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