1 em cada 3 trabalhadores está insatisfeito com seus benefícios, mostra pesquisa

Levantamento feito pela fintech mostra como faixa etária e classe social influenciam na percepção, no uso e no desejo por benefícios mais flexíveis e que vão além dos tradicionais vale-refeição e transporte

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1 em cada 3 trabalhadores está insatisfeito com seus benefícios, mostra pesquisa
Foto: GCMais

Uma pesquisa inédita realizada pela fintech de benefícios corporativos Ecx Pay, em parceria com a Opinion Box, aponta que 1 em cada 3 trabalhadores brasileiros estão insatisfeitos com o pacote de benefícios que recebem. O levantamento, que entrevistou profissionais de todo o Brasil, sinaliza também uma mudança no perfil das demandas da força de trabalho no comparativo entre gerações.

De forma geral, o estudo revela que as principais prioridades demandadas em benefícios corporativos são a cobertura de despesas essenciais, como alimentação e transporte (30,8%), seguido por benefícios ligados à saúde e bem-estar (25%) e cartão multibenefícios (19,8%). Além disso, 60,6% dos entrevistados apontam que um bom pacote de benefícios influencia diretamente na hora de aceitar ou recusar uma proposta de emprego.

Geração Z quer flexibilidade enquanto gerações mais velhas buscam estabilidade

A divisão dos respondentes entre faixas etárias revela perfis bem distintos de percepção, uso e expectativa. Jovens de até 24 anos são os que mais valorizam flexibilidade e autonomia: 35,96% deles consideram o cartão multibenefícios, que reúne os benefícios tradicionais à financeiros e de bem-estar, como o item mais importante do pacote, contra apenas 9,9% entre os profissionais de 40 a 49 anos.

Já os trabalhadores com 50 anos ou mais são os que mais enxergam os benefícios como fator determinante em decisões profissionais: 63,9% afirmam que o pacote influencia ou influencia muito na avaliação de uma proposta de emprego, enquanto 52,8% dos jovens de até 24 anos afirmam o mesmo. Entre os mais velhos, saúde e bem-estar também se tornam prioridade, com 32,65% apontando essa categoria como a mais importante, ante os 20,2% dos mais jovens.

“Esses dados permitem identificar que conforme a idade aumenta, mais as pessoas enxergam o pacote de benefícios como algo decisivo numa proposta de emprego. E cresce também a importância de itens ligados ao bem-estar e à qualidade de vida. Isso mostra que, em um cenário empresarial competitivo, os benefícios corporativos podem ser o maior diferencial na retenção e atração de talentos”, destaca João Innecco, cofundador da Ecx Pay.

A pesquisa também evidencia uma diferença relevante no acesso aos benefícios. Profissionais das classes A/B têm maior acesso a planos de saúde (42,25% vs. 31,76%), clubes de vantagens (18,31% vs. 11,76%), plataformas de bem-estar (19,72% vs. 9,65%) e até mesmo ao cartão multibenefícios (16,90% vs. 12,47%) em comparação com as classes C/D/E. Mesmo assim, a percepção de valor é alta nos dois grupos: 74,65% das classes A/B afirmam que os benefícios influenciam suas decisões de carreira, contra 58,28% entre C/D/E.

“Enquanto isso, 1 em cada 4 entrevistados afirma não receber nenhum benefício atualmente. Em um cenário em que mais de 60% dos profissionais avaliam esse fator como determinante para aceitar um novo emprego, o número evidencia um descompasso entre oferta e realidade”, aponta o cofundador da Ecx Pay

Antecipação salarial é prioridade para metade da força de trabalho

Entre os dados mais relevantes está o avanço da antecipação salarial como solução de segurança financeira. Hoje, 22,9% dos entrevistados já utilizaram o benefício, e 25,8% gostariam de ter essa possibilidade, mesmo sem nunca terem usado. Ou seja, 48,7% da força de trabalho valoriza ou precisa de acesso a esse recurso.

Do ponto de vista socioeconômico, a classe C/D/E lidera o uso (29,4%) e o desejo de acesso (27,76%), quase o dobro do índice de interesse registrado nas classes A/B (14,08%). “Essa diferença de acesso escancara a necessidade de democratização de soluções modernas, especialmente para as camadas mais vulneráveis do mercado formal”, destaca Pedro Wanderley, CRO da Ecx Pay.

O número é também expressivo no comparativo geracional: na faixa até 24 anos, 39,5% já solicitaram antecipação salarial, e outros 23,2% demonstram interesse. Já o desejo reprimido atinge seu pico entre os profissionais de 30 a 39 anos, onde 35,85% nunca usaram, mas gostariam de ter essa alternativa.

“De forma geral, a pesquisa aponta um crescente interesse por benefícios flexíveis e que vão além do tradicional, trazendo vantagens ligadas ao lado financeiro e também ao bem-estar dos profissionais. Para a Ecx Pay, os dados reforçam a urgência de oferecer modelos mais flexíveis, digitais e alinhados aos diferentes perfis etários e sociais. As empresas que souberem interpretar essa transformação terão mais chances de atrair, engajar e reter seus talentos”, completa Pedro Wanderley.

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