“Onde Está Rose” começa com o desaparecimento da pequena Rose, que deixa sua família em desespero. O alívio do retorno, no entanto, logo se transforma em algo perturbador, porque a menina que volta para casa não parece ser a mesma. É a partir desse estranhamento que o filme constrói sua narrativa, apostando mais no desconforto psicológico do que no susto fácil.
Trata-se de um filme de mistério com bastante crescimento, daqueles em que a tensão vai se acumulando até que o espectador se vê imerso em uma atmosfera pesada, carregada do que chamo de “antitarroso”: o horror que não precisa gritar, mas que corrói por dentro. O que prende a atenção é justamente esse clima, a sensação de que algo está fora do lugar, sem nunca sabermos ao certo para onde a história vai nos levar. Para quem costuma assistir a esse tipo de filme, é possível captar algumas pistas no meio para o final, pequenos recortes de ação que anunciam o desfecho. Ainda assim, o suspense se sustenta e mantém o interesse até o último minuto.
Muita gente deu nota baixa ao filme, mas eu gostei. Gostei do enredo, do desenvolvimento, desse suspense que mexe com o psicológico. A única parte que considero mediana é a atuação: os atores entregam o suficiente para manter a trama, mas com um elenco mais expressivo o resultado poderia ter sido bem melhor. Mesmo assim, é um filme interessante, especialmente para quem aprecia o horror psicológico, esse gênero que se propõe a explorar o mal escondido atrás das aparências, nas rachaduras das relações humanas e no silêncio daquilo que não queremos enxergar.
“Onde Está Rose” pode ser encontrado na plataforma Booh, disponível dentro do Prime Video, que pode ser assinada com 7 dias gratuitos. Vale a descoberta para quem busca um suspense psicológico que intriga e incomoda na medida certa. Apesar de eu considerar um filme bom e merecedor de uma nota positiva, não é daquelas obras que você assiste mais de uma vez.
Por Fernanda Leite.
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