Tem filme que a gente assiste. E tem filme que a gente vive. “Michael”, cinebiografia sobre a vida de Michael Jackson, chega com essa segunda proposta e, antes mesmo da estreia oficial, já movimenta fãs em sessões antecipadas que prometem mais do que apenas exibição.
Confesso: não sei se você lembra, ou se chegou a acompanhar, mas há tempos um filme não criava esse tipo de expectativa antes de chegar oficialmente às telonas. E talvez isso diga muito mais sobre o artista do que sobre o próprio cinema.
Marcado para estrear no dia 23 de abril, o longa terá prévias nos dias 21 e 22, funcionando como uma espécie de aquecimento para quem quer mergulhar na trajetória de um dos maiores nomes da música mundial.
Mas é no dia 21, feriado, que tudo ganha um tom diferente. A sessão noturna deixa de ser apenas cinema e vira encontro. Fãs caracterizados, gente relembrando passos, vídeos sendo gravados, aquela energia coletiva que só artistas como Michael Jackson conseguem provocar. Não é só sobre assistir, é sobre dividir memória afetiva.
No dia seguinte, as sessões seguem em um ritmo mais tradicional, mas ainda carregadas desse clima de quem viu antes, de quem já comenta, já indica, já revive.
E tem um detalhe que faz diferença: a forma como se escolhe assistir. No UCI Cinemas, salas como o IMAX, por exemplo, a sensação é de mergulho total, imagem ampliada, som que envolve, quase como se o espetáculo estivesse acontecendo ali, ao vivo. Já nas salas XPLUS, o destaque fica na potência sonora, o que, no caso de um filme como esse, faz toda diferença. Afinal, não estamos falando apenas de uma história, mas de um repertório que marcou gerações.
No fim das contas, “Michael” chega com um diferencial importante: ele não se limita a contar a vida de um ídolo. Ele cria um ambiente onde o público participa, sente e relembra.
E talvez seja exatamente por isso que tanta gente queira ver antes mesmo da estreia.





