O governo federal prepara uma nova etapa do programa Desenrola Brasil voltada a trabalhadores informais e pessoas que estão com as contas em dia, mas enfrentam dificuldades com juros elevados. A medida foi confirmada pelo Ministério da Fazenda nesta semana e deve ser apresentada entre o fim de maio e o início de junho, com o objetivo de ampliar o alcance da política de renegociação de dívidas e aliviar o orçamento das famílias.
A iniciativa faz parte da reformulação do programa, que já ganhou uma nova versão em 2026, e busca incluir públicos que ficaram de fora das fases anteriores. Além dos inadimplentes, o foco agora passa a abranger trabalhadores sem renda formal e consumidores considerados adimplentes, mas pressionados por crédito caro, como o rotativo do cartão e o cheque especial.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta está em fase de desenho e pretende atender um grupo que, embora não esteja negativado, enfrenta dificuldades para manter o pagamento das dívidas. “Nós estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos”, afirmou.
Governo prepara novo Desenrola para informais e adimplentes
A nova fase do Desenrola surge em meio ao esforço do governo para reduzir o impacto do endividamento no consumo e na economia. A ideia é criar condições mais favoráveis de crédito, com juros menores e possibilidade de renegociação de débitos considerados mais caros, ampliando o acesso a alternativas financeiras para milhões de brasileiros.
O programa original, relançado no início de maio, já prevê descontos que podem chegar a até 90% do valor das dívidas, além de taxas de juros limitadas e prazos maiores para pagamento. A proposta também inclui a possibilidade de uso de parte do saldo do FGTS para quitar débitos, medida que tem gerado debates entre especialistas e setores econômicos.
Com a ampliação, o governo tenta atingir um público mais amplo, incluindo trabalhadores informais, que muitas vezes recorrem a linhas de crédito mais caras por falta de acesso ao sistema bancário tradicional. A expectativa é que essa inclusão ajude a reduzir desigualdades no acesso ao crédito e melhore a capacidade de consumo dessas famílias.
Contexto do Desenrola e impacto esperado
O Desenrola Brasil foi criado como uma política para renegociação de dívidas de pessoas físicas, com foco na redução da inadimplência e na recuperação do crédito. Na nova versão, o programa foi estruturado em diferentes frentes, incluindo famílias, estudantes e pequenas empresas, com duração inicial de 90 dias para adesão.
A ampliação para trabalhadores informais e adimplentes ocorre em um cenário de alto endividamento das famílias brasileiras e juros elevados, o que tem pressionado o orçamento doméstico. Ao permitir renegociações em melhores condições, o governo aposta na liberação de renda e no estímulo à atividade econômica.
Além disso, a nova etapa também tem como objetivo incentivar o chamado “bom pagador”, oferecendo alternativas para quem mantém as contas em dia, mas enfrenta dificuldades com o custo do crédito. A medida, se implementada como previsto, deve complementar as fases anteriores do programa e ampliar seu alcance social.
A expectativa é que os detalhes finais sejam apresentados nas próximas semanas, consolidando mais uma fase da política econômica voltada à reorganização financeira das famílias brasileiras.
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