O governo federal deu início nesta segunda-feira (4) ao Desenrola Brasil 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas voltado à população com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A iniciativa foi oficializada com a assinatura da medida provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já está em vigor com regras definidas para adesão. Veja a seguir o passo a passo de como aderir ao Desenrola Brasil 2.0.
A nova etapa amplia o alcance da política pública e estabelece condições mais vantajosas para consumidores endividados, com descontos elevados, juros reduzidos e possibilidade de parcelamento. Segundo o governo, o objetivo é permitir que milhões de brasileiros consigam reorganizar sua vida financeira e voltar a ter acesso ao crédito.
Durante o anúncio, Lula reforçou o caráter social da medida. “Queremos dar uma oportunidade para que as pessoas possam sair do sufoco, renegociar suas dívidas e voltar a ter crédito”, afirmou o presidente.
Como aderir ao Desenrola Brasil 2.0: passo a passo
Diferentemente da versão anterior, o Desenrola Brasil 2.0 não conta com um portal único para adesão. O processo ocorre diretamente por meio das instituições financeiras.
Veja o passo a passo oficial:
1. Identifique onde está sua dívida
O primeiro passo é verificar em qual banco ou instituição financeira está o débito.
2. Acesse os canais oficiais
Entre no aplicativo, site ou atendimento presencial do banco ou operadora de crédito.
3. Consulte as ofertas disponíveis
As instituições apresentarão propostas de renegociação dentro das condições do programa.
4. Avalie as condições
Analise descontos, taxas de juros e prazo de pagamento.
5. Escolha a melhor opção
Selecione a proposta que se encaixa no seu orçamento.
6. Formalize o acordo
Confirme a renegociação diretamente com a instituição.
Todo o processo é individual e depende das condições oferecidas por cada banco.
Quem pode participar do Desenrola Brasil 2.0
De acordo com as regras oficiais, podem aderir ao programa:
- Pessoas com renda de até R$ 8.105
- Dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026
- Débitos com atraso entre 90 dias e dois anos
O programa também inclui:
- Dívidas do Fies
- Micro e pequenas empresas
- Agricultores familiares
Quais dívidas entram no programa
O Desenrola Brasil 2.0 prioriza dívidas com juros elevados, como:
- Cartão de crédito
- Cheque especial
- Crédito rotativo
- Empréstimos pessoais
Esses débitos concentram grande parte da inadimplência no país.
Descontos, juros e prazos
As condições estabelecidas pelo governo incluem:
- Descontos entre 30% e 90%
- Juros limitados a 1,99% ao mês
- Prazo de até 48 meses para pagamento
- Limite de até R$ 15 mil por pessoa, por banco
O programa conta com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que reduz o risco para os bancos e permite melhores condições.
Uso do FGTS
Outra alternativa para facilitar a adesão é o uso do FGTS.
Regras:
- Até 20% do saldo disponível
- Ou até R$ 1 mil (o que for maior)
Os valores são transferidos diretamente ao banco credor.
O que avaliar antes de aderir
Especialistas orientam cautela antes de fechar acordos:
- Verifique todas as dívidas
- Avalie sua renda mensal
- Escolha parcelas compatíveis com seu orçamento
A recomendação é utilizar o programa como forma de reorganização financeira, evitando novos débitos.
Prazo para participar
A mobilização nacional do Desenrola Brasil 2.0 terá duração inicial de 90 dias, período em que as condições especiais estarão disponíveis.
O programa foi criado em meio a um cenário de alto endividamento no Brasil. Dados recentes indicam que grande parte das famílias enfrenta dificuldades para pagar dívidas, especialmente em linhas de crédito com juros elevados.
Resumo
- Desenrola Brasil 2.0 já está ativo
- Adesão é feita pelos bancos
- Renda de até R$ 8.105
- Descontos de até 90%
- Juros de até 1,99% ao mês
- Prazo de até 48 meses
- Uso do FGTS permitido
- Prazo de 90 dias
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