A volta ao mundo em voo solo segue avançando por regiões extremas do planeta. Nessa quarta-feira (29), o piloto cearense Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, confirmou que concluiu com sucesso a etapa no Círculo Polar Ártico e já prepara o próximo deslocamento rumo à Groenlândia.
Segundo o piloto, o objetivo agora é alcançar Ilulissat, destino que deve representar o ponto mais ao norte de toda a expedição até o momento — e um dos trechos mais próximos do Polo Norte previstos na rota. A expectativa é de decolagem já nesta quinta-feira (30), dependendo das condições meteorológicas na região.
Voo no Ártico marca etapa mais extrema da viagem
A chegada ao Círculo Polar Ártico consolida uma das fases mais desafiadoras da volta ao mundo. Nos últimos dias, o piloto enfrentou temperaturas negativas, longos períodos de espera por condições climáticas favoráveis e operações em áreas com infraestrutura limitada.
Na etapa anterior, ele realizou um pouso em uma vila remota no norte do Canadá, após voo por um vale e aproximação em pista com possibilidade de neve. Agora, com o avanço rumo à Groenlândia, a expedição entra em um cenário ainda mais exigente, com clima instável e maior isolamento.
Trajeto inclui voos por vales e paisagens remotas
Durante o deslocamento mais recente, o piloto destacou a beleza e a complexidade da rota. A aproximação para pouso foi realizada através de um vale, exigindo atenção redobrada às condições de visibilidade e relevo.
Além disso, o dia foi marcado por deslocamentos adicionais na região, ampliando o reconhecimento do terreno e garantindo maior segurança para as próximas etapas. As imagens registradas durante o voo devem ser compartilhadas nos próximos dias, mostrando paisagens pouco exploradas do extremo norte do continente.
Caso a próxima etapa seja concluída conforme o planejado, a chegada a Ilulissat marcará o ponto mais ao norte já alcançado pelo piloto na volta ao mundo.
A cidade, localizada na costa oeste da Groenlândia, é conhecida pelas formações de gelo e pela proximidade com áreas polares, o que reforça o nível de complexidade da operação. A definição do voo, no entanto, segue condicionada à meteorologia, fator decisivo em toda a jornada.
Expedição mantém ritmo após desafios no Canadá
Desde o início da viagem, em março, o projeto Frotas pelo Mundo já percorreu diferentes regiões, incluindo Brasil, Amazônia, Caribe, Estados Unidos e Canadá.
A etapa atual, no Ártico, representa uma das mais críticas da missão, tanto pelas condições climáticas quanto pela distância entre pontos de apoio. Mesmo diante dos desafios, o piloto mantém o cronograma e segue avançando, consolidando mais um capítulo da jornada ao redor do mundo.
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